A união faz a força: eixo carneiro – balança

Por Sara

Quando começas a estudar astrologia, começas a ver o mundo através de signos (símbolos). Os signos zodiacais são arquétipos que existem em todos nós e em tudo o que nos rodeia, são manifestações das energias do Universo. Como já falei AQUI cada um de nós é o seu signo solar, mas é muito mais do que isso, e a todo o momento deparamo-nos com aspectos externos que nos confrontam com essas energias.

Existem doze signos na astrologia ocidental moderna mas, na realidade, poderiam existir apenas seis. Isto porque eles funcionam por eixos, ou seja, aos pares. A energia que se opõe é a mesma energia que complementa – uma não existe sem a outra. É o Yin e o Yang, um dá origem ao outro e está contido dentro dele. Segundo os ensinamentos de Hermes Trismegisto:

 

O Princípio da Polaridade

Tudo é Dual; tudo tem polos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos tocam-se; todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados.

O Caibalion

 

Carneiro – Balança

 

Ontem à noite a lua estava magnifica, em fase crescente e no signo de Balança (Libra), e eu fui a um concerto de punk rock. A música rock vibra numa energia de Carneiro (Áries), rápida, explosiva, intensa, empoderadora, indomável. Ora Carneiro e Balança são as duas faces da mesma moeda, duas polaridades do mesmo eixo.

Quem já assistiu a um concerto de rock na plateia, ou pelo menos quem se entregou ao momento, saberá do que estou a falar. “Cantas” a plenos pulmões, saltas, danças e pões o sangue a mexer. Mesmo homens graúdos, a quem “fica mal” expressar emoções em público, quanto mais dançar, deitam tudo cá para fora. Metade das palavras que gritas são palavrões o que é catártico como a merda!

Sentes-te pleno de ti, absolutamente presente no momento (tens que estar, senão ainda te aterra alguém em cima) e a música está tão alta que mal te ouves pensar – em suma, é uma experiência meditativa e profundamente espiritual. Por outro lado, e se gostas de ir para o meio da “mochada”, o campo de guerra, sabes que vais sentir os cornos do carneiro: ah, vais cair ao chão! Mas a mão que te derruba é a mesma que se estende em seguida para te ajudar a subir.

Nunca me senti tanto parte de um todo como nos concertos de (punk) rock. A vibração da energia de grupo é tremenda, fruto do sentido de comunidade e comunhão de interesses, e as pessoas mesmo sem se conhecerem reconhecem-se no outro “olha este é tão fucked up quanto eu, logo deve ser boa gente”! Podes literalmente atirar-te do palco e voar em direcção à plateia e estaremos lá para te segurar. Ora se isso não é a pura energia de Balança eu não sei o que é.

Por muito que a nossa individualidade seja importante para definirmos limites, para nos afirmarmos e vivermos de forma corajosa e presente, ninguém sobrevive sozinho. Quanto maior e mais cerrada for a rede de apoio à nossa volta mais protegidos estaremos. Somos todos parte dum ecossistema e precisamos uns dos outros para nos conseguirmos alimentar, corpo, mente e alma.

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