Diz-me Com Quem Andas #7 Joana Silva

Por Sara

Após uma pausa, é altura de voltar a abrir as portas do Vikāsa a ilustres convidados! E não poderia começar melhor… Hoje é a vez da minha querida amiga Joana Silva do site Terapias D’Alma vir responder à pergunta “Como alimentas a tua mente, corpo e alma?”. Para quem não a conhece (andam a dormir?!?) a Joana é enfermeira de formação mas é uma estudante apaixonada de massagem e terapia ayurvédica, auriculoterapeuta, guardiã do útero, reikiana, enfim, uma bruxinha muito completa! Passo então a palavra à Joana:

 

Alimentar o corpo, a mente e a alma 

Corpo

Cada vez mais procuro nos alimentos e nas terapias alternativas a cura e a prevenção das doenças. Principalmente desde que fui iniciada no primeiro nível de Reiki, que cada vez notei que sentia menos apetite por carne, e depois começou a acontecer o mesmo com o peixe e outros produtos de origem animal. Não me imponho qualquer tipo de alimentação: acho que temos de comer o que o corpo nos pede. Por isso na minha casa há sempre legumes e fruta frescos, porque é isso que eu tenho vontade de comer. Mas também há coisinhas doces, porque sabem bem.

Na Ayurveda (Medicina Indiana) dizem que a farmácia está na nossa cozinha, e desde que comecei a estudar esta área procuro um equilíbrio através dos alimentos, das especiarias, das ervas. Mas sempre com atenção às coisas que são nossas, sem ter necessidade de importar algo mais específico da Índia, porque gosto de aproveitar os recursos que o nosso país tem para nos dar. Há aqui uma adaptação dos saberes milenares da Ayurveda e dos saberes antigos passados pela minha avó materna, que também tinha muitos conhecimentos nas mezinhas e nas qualidades de determinadas ervas e alimentos.  

Em pequena fazia natação e ginástica, e mais tarde tive aulas de dança. Com a chegada da faculdade e a desculpa do “não tenho tempo”, deixei tudo isto. A única coisa que nunca abandonei totalmente foi a dança, nem que fosse sozinha em casa. Mesmo assim o meu corpo ressentiu. Encontrei o yoga em 2015, comecei por praticar duas vezes por semana com o meu professor, e mais tarde, quando já me sentia confiante, passei também a praticar sozinha em casa quase diariamente. Há alturas em que ando mais parada, mas mesmo nessas fases eu tento fazer caminhadas ou alongamentos, para não voltar a parar totalmente.    

Mente

O meu alimento da mente vem dos livros, da escrita, das experiências e das partilhas com os outros. Adoro passar horas a conversar sobre vários assuntos. Acho fantástico quando me fazem reflectir, mesmo que o assunto não seja novo para mim. Das melhores coisas: ouvir as experiências dos outros, rever as minhas, aprender com estas partilhas. Já aprendi muito ao escutar aquilo que as pessoas que se cruzam no meu caminho têm para contar, e adoro ouvir as histórias dos mais velhos.  

Talvez por isto eu acredite num método de ensino que englobe a teoria e a prática, as salas de aula e os livros, mas também o contacto com o mundo, as experiências, as sensações. E sim, quem me conhece sabe que sou completamente viciada em livros desde que me lembro. Ainda nem sabia ler, e passava horas a olhar para as imagens e imaginar as histórias.

A escrita é uma paixão, passada pelo meu pai e pelo meu avô paterno. Escrevo de tudo: poesia, frases soltas, pequenos contos e histórias de fantasia… É terapêutico, é uma ferramenta de cura, mas também o faço por prazer, para dar asas à minha imaginação.    

Alma 

A alma para mim é indissociável dos outros dois. Alimento a alma com a meditação, uma das descobertas mais importantes da minha vida. Mas a minha alma também se alimenta das experiências que vivo, do prazer que tenho ao ingerir certos alimentos, do crescimento através das aprendizagens, do mexer o meu corpo.

Alimento-me com as conversas com outras pessoas, as partilhas de experiências, com o chorar e com o rir, com o sol, com a chuva, com a Natureza. Apesar de também amar o mar, nada me dá tanto prazer como passear no meio do verde das florestas, sentir toda aquela energia pura à minha volta.  

Tenho alguns rituais que me permitem focar na minha prática espiritual: leitura de oráculos, utilização de cristais, escrever o que me vai na alma, dançar sem pensar no que se passa à minha vota, sentar-me na relva e focar-me a respiração, uma aula de yoga; tudo são formas de conseguir aceder ao meu interior, trabalhar o que preciso de trabalhar nesse momento para conseguir crescer e continuar o meu caminho.    

 

A toda a hora podemos nutrir o nosso corpo, mente e alma com as escolhas que fazemos. Vamos então escolher aquilo que nos faz felizes, que não tem necessariamente de ser igual ao que faz o nosso vizinho feliz. Não há caminhos certos nem melhores ou piores, há caminhos diferentes.

6 comentários
  • Patrícia
    Responder

    Parabéns Sara por andares sempre tão bem acompanhada ahahah e parabéns Joana pelo lindo texto, pela partilha das tuas experiências. Tudo nas tuas práticas reflecte o equilíbrio e a ligação com as três vertentes, corpo, alma e mente e isso é muito, muito importante. Beijinhos às duas, minhas sisters da alma.

    • Sara
      Responder

      Eu só me dou com gente gira e zen (algumas nem sempre ahah) 😉 Fico feliz que tenhas gostado. Beijos amiga!

    • Andreia
      Responder

      Que lindo Joaninha. Gostei muito de te ler por aqui. Identifiquei me com diversas coisas que disseste e deixas te uma subtil mensagem que a Vida acontece nas coisas simples, no nosso olhar presente à Vida que se faz à nossa volta. Continua fiel a ti mesma. Um grande beijinho pra ti e Sarita.

      • Sara
        Responder

        Ainda bem que gostaste Andy, um grande beijo pra ti!

        • Isabel
          Responder

          Foi muito refrescante ler o teu texto Joana,que continues a `crescer` dessa maneira bonita
          Sara, ainda bem que nos trazes estas vivências Beijinhos para ambas

          • Sara

            Ainda bem que gostaste! Beijinhos 😉

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