Diz-me Com Quem Andas #8 Filipa Poeta

Por Sara

A Filipa Poeta tem 26 anos e hoje em dia reside na Ericeira. Deixou o design gráfico porque já não lhe preenchia as medidas e decidiu dedicar-se ao seu propósito de alma e o seu projecto Amati é o reflexo disso! A Filipa vem partilhar connosco um pouco da sua história, sobre o que a levou às terapias holísticas…

 

Corpo & mente

 

Eu acho que escrever sobre este tema foi um óptimo convite a um momento de reflexão muito íntimo, muito interno, apesar de resumido no texto que se segue.

Isto se há uns tempos me perguntassem “Como alimentas mente, corpo e alma?”… Tecnicamente eu sempre alimentei muito a mente, desde pequena que sou a rapariga dos “porquês?”,  sou muito curiosa daí o alimento à mente nunca ter faltado.

Já na questão do corpo não podia dizer o mesmo, não na questão de quantidade mas qualidade. Levava uma alimentação tipicamente prejudicial, daquelas que criança normalmente adora, saturada em açúcares, gorduras mas acho que na realidade nunca ninguém se apercebeu do quanto me sobcarregava o corpo, nem eu mesma.

Inevitavelmente o meu corpo acabou por entrar em colapso anos mais tarde. A falta de alimentos vivos, a carência de nutrientes juntamente a falta de alimento na alma, manifestou-se fortemente no meu físico. Não exteriormente porque com a mudança de idade alterei o meu peso, mas interiormente. Para alem da baixa de energia dos meus órgãos, do meu corpo, o meu fígado estava cansado, saturado, foi diagnosticado de fígado gordo e era considerada uma falsa magra.

Aparentemente baseado numa infância e adolescência com uma má alimentação e genética familiar, nunca achei o diagnostico de causa mais correto.  Tempos mais tarde me levou a perceber que essa não era a  verdadeira raiz do problema .

A razão estava muito para lá do físico, estava num ego, estava numa consciência que nasceu comigo, energética, que eu sabia que era minha e aparentemente eu não sabia lidar com ela, a chamada consciência de criança índigo. Para quem não sabe é, resumidamente, baseada num espírito guerreiro, inconformista, mostrando raiva e insatisfação na família, escola e em atividades. Eu resolvia problemas a zangar-me, a gritar, eu levava literalmente tudo à frente.

No entanto era um dom mas que me trazia uma sensibilidade excessiva que, olhando para trás, identifico que por vezes me trouxe problemas e desafios de adaptação. Hoje em dia percebo que estava relacionada com a desconstrução do que era negativo e nefasto da antiga energia do planeta que eu me tinha comprometido a ajudar .

Percebi também que para alem da má alimentação, alimentava uma grande perda inconscientemente (aqui chamo perda para vos dar a entender a situação mas não sinto nem a vejo como tal), a morte do meu pai, um dos grandes pilares da minha vida. Sim, porque na altura eu não sabia viver no interior, pelo interior, era altamente exterior e com bases assentes nisso, hoje sei que um dos grandes pilares da minha vida sou eu. Alimentava emoções que afloravam revolta, tristeza e a necessidade de evidenciar uma energia mais masculina por me ter tornado o braço direito da minha mãe, com 13 anos.

Não tinha feito o verdadeiro luto e só as chamadas de atenção do meu corpo me permitiram ver isso. Claro que também no meu caminho, como em todos tive uma pessoa que me ajudou a perceber isso .

Na realidade eu desde os meus 13 anos que sentia a partida do meu pai como algo positiva, apesar de na altura não conseguir explicar totalmente às outras pessoas. Até por recear um julgamento de ser uma pessoa fria, desligada, por sentir esse positivismo. Mas, na realidade, eu apenas tinha aceitado um dos ciclos da vida, feliz por ele ter feito parte da minha caminha, feliz por ele terminado o seu trabalho térreo e feliz fundamentalmente por me ter tornado naquela altura um orgulho para a minha mãe e uma menina mais madura. Tinha tudo para ter seguido o caminho mais “fácil”.

Posto isto o meu trabalho interior começou baseado em muitas outras coisas mas creio que estas verdadeiramente mais evidentes.  Um verdadeiro autoconhecimento, começos de despertar para perguntas como “O que é o meu poder pessoal?”, “Onde e a quem dou a minha energia?”, “ Que potencialidades tenho para além das que vejo?”, “Que mal tenho feito ao meu corpo?”.

Para quem não sabe o fígado é o orgão mais sensível à intolerância, à repressão, à limitação, à raiva. Nós não temos só o órgão, ele também tem expressão. É o orgão da realização e da criação, do impulso de trazer as coisas do interior para o exterior. E a verdade é que ele mudou todo o meu estilo de vida, corpo e mente .

Fiz coisas verdadeiramente negativas para o meu corpo, mas o bom é que hoje sei que consigo identificar o peso dos alimentos que comia, hoje em dia sou Vegan, não por ser o cliché da moda mas por prestar atenção redobrada aos sinais do meu corpo, por saber não só inconsciente mas conscientemente que não preciso de sacrificar animais nem de colocar o sofrimento deles em mim, dentro de mim para viver.

Trabalho também e sobretudo a minha capacidade de, através da mente, entrar em contacto com outras mentes, assim como aceder a diversos arquivos de informação.

 

A Alma

 

Apesar de saber que sou um todo e que corpo, mente e alma estão dentro do mesmo, decidi que este tópico seria à parte mas porque sinto que carece de muita importância para a ERA que vivemos.

A alma é algo tao primórdio, tão nosso e tem tanta informação para ser resgatada, muitas vezes perguntam-me como cheguei ao propósito da minha alma.

Na realidade, a minha curiosidade sempre me levou às coisas mais alternativa, desde o reiki, às medicinas alternativas, ao lado mais esotérico, mais energético e espiritual. Apesar de todas estas fontes de informação “serem guardadas na gaveta” nessa altura.

Muito resumidamente costumo dizer que foi aos trambolhões, através dos karmas que me comprometi a limpar, a ultrapassar. Karmas esses que não foram assim tão fora do meu círculo pessoal, aprendi principalmente com a minha família. Sim, aquela que não é perfeita, de certeza que mais alguém se vai identificar, mas estão no nosso adn .

E a verdade é que as imperfeições, no seu geral, servem de trabalho para a evolução, neste caso a nossa evolução. Mas na realidade se sempre tivesse ouvido mais a mim do que o exterior, saberia conscientemente desde sempre.

Se pudesse dizer em 3 palavras como o propósito se manifestou todos estes anos, baseava-se sempre em cura, fala e mãos. E aqui estou eu hoje em dia.

Quanto ao design, eu sempre utilizei as artes, o desenho propriamente dito, como manifestação da minha alma, apesar de só à pouco ter percebido isso, o que me levou a trilhar caminhos que não só equivocaram quem me aconselhou a seguir o design, mas como eu própria estava equivocada.

Levou algum tempo a resgatar o meu poder, a assumir que todas as minhas curiosidades fossem mais que informação amontoada numa gaveta, que quando as coisas pareciam complicadas elas apenas estavam a ser mais desafiantes para eu evoluir.

E deixo o conselho, não deixem que a vida vos pregue uma chapada sem mão, não tenham de perder para acordarem, sigam o vosso coração. Se aprenderem apliquem, se puderem fazer algo FAÇAM! Se puderem ajudar AJUDEM! AMEM! PERDOEM! E ACEITEM, principalmente façam isto convosco. Todos nós temos a capacidade de reduzir a nossa dor e a do outro, nem que seja com um simples abraço.

Hoje alimento a minha alma de uma forma simples, num caminho consciente, mantendo-a desperta, estimulada, deixo que ela me guie pois ela mostra-me sempre a verdade, a minha verdadeira essência, somos seres multidimensionais.

Abracei o ego, deixei que a claridade invadisse a minha mente, sei que tenho um trabalho árduo na tarefa da mudança, na cura, mas que me mantém mais perto de mim. Não me afligem os rótulos de pessoa estranha. Deixei de lado aquilo que polui, aquilo que intoxica. Assumi a minha autonomia e vibro a frequências que nunca pensei.

Lembrem-se, nós já somos seres espirituais e energéticos e viemos viver uma experiência humana!

2 comentários
  • Patrícia
    Responder

    Mais uma partilha bonita! Não conhecia a Filipa, obrigada pela oportunidade de saber um pouco sobre ela. Bom trabalho! Beijinhos as duas

    • Sara
      Responder

      Obrigada por estares sempre presente e a dar o teu apoio! beijocas 😉

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