Diz-me Com Quem Andas #9 Luísa Ferreira

Por Sara

A Luísa Ferreira é uma estrela em ascensão nas redes sociais pelo seu talento para a cozinha. Se não sabem de quem falo, apresento-vos a Sardinha Fora da Lata! A vida levou-a a abraçar a alimentação vegetariana e não há prato da culinária tradicional que esta chef entusiasta não consiga “veganizar”. O palco do Vikāsa agora é dela:

 

O que te alimenta a mente, o corpo e a alma?

 

Esta foi a pergunta que a Sara me lançou em jeito de desafio.

Engraçado que hoje em dia dominamos as redes sociais, tudo o que é alta tecnologia mas aquilo que mais nos pertence, a mente e corpo, nós não dominamos, nem sabemos como funciona. A mente será de longe aquela que tem de estar mais bem alimentada, quer com os nutrientes adequados e equilibrados quer com conhecimento e sabedoria. Se vivermos com uma mente saudável tudo o resto vem por acréscimo, agora se vivermos numa mente “desnutrida” o mais provável é ela intoxicar o corpo e a alma. Como diz a tão conhecida citação, Mens sana in corpore sano (“Uma mente sã num corpo são.”).

Ser saudável é estar bem física, mental e socialmente. Erradamente achamos que para alcançar uma saúde de ferro basta seguir uma dieta restritiva e praticar desporto de forma intensiva. Não podíamos estar mais errados. É claro que seguir uma alimentação equilibrada conta muito mas essa não tem de ser restritiva assim como o desporto deve ser intuitivo e não visto como uma obrigação. Existem doces que em determinados momentos não são o alimento mais nutritivo para o corpo mas serão para a alma e não devem ser vistos como algo proibido ou geradores de punição. Há muitas formas de nos “alimentarmos” e para mim ler um livro ou estar embrenhada numa actividade que desenvolva o intelecto é tão importante como ir ao ginásio.

Sair da zona de conforto e desafiar-me em vários campos, proporcionar-me a oportunidade de superar as minhas expectativas sobre algo que achava não ser capaz, ouvir e argumentar com outras pessoas sobre os mais variados temas, praticar o desapego, alimentar-me e exercitar-me de forma intuitiva, ter paz em vez de razão, respeitar a minha individualidade, mimar-me, mimar os outros, ter organização e metodologia no trabalho e em casa, sorrir constantemente são só alguns exemplos de combustíveis. Mas nem tudo tem de ser grandioso, por vezes pisar folhas secas no outono, rodear-me de amigos, passear num bosque ou ter o cheiro de pão acabado de cozer pela casa já me alimenta de cima a baixo.

O importante é termos estimulo e cada um com os seus. Se nos entregarmos à apatia e à inacção começamos a sentir que não há propósito para a nossa vida e isso é um caminho muito perigoso. O segredo está em equilibrar e não quero com isto dizer que devemos colocar tudo nas mesmas porções, cada um deve procurar as suas medidas procurando ter variedade.

2 comentários
  • Patrícia
    Responder

    Ai, adorei ler a Luísa! Obrigada Sara por nos dares a conhecer pessoas assim, equilibradas e sábias. Beijinhos às duas.

    • Sara
      Responder

      Obrigada por teres feito parte deste lote de pessoas equilibradas e sábias 😉 Beijinhos

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