Ser Saudável é Difícil… Panquecas 1-2-3

Por Sara

Daqui vos escreve a mais acérrima fã de coca-colas, pizzas, donuts e panquecas que o mundo já conheceu. Enquanto crescia a minha ideia de vegetais era uma salada com alface e tomate e uns cogumelos, mas só na pizza. E depois havia os temidos bróculos e cenoura cozidos, deslavados e sem sal, que me faziam berrar a plenos pulmões a minha catchphrase clássica da infância “Quero morreeeeer!!!!”

A vida dá muitas voltas e hoje sou aquilo que se pode designar por vegan – não sou fã de rótulos mas é mais fácil de dizer do que faço-uma-alimentação-vegetariana-restrita-e-não-utilizo-quaiquer-produtos-de-origem-animal. Ufff. Se me dissessem isso há poucos anos diria que estavam loucos, dado o meu historial alimentar. Como prova de que optar por um estilo de vida onde não há lugar para a crueldade animal, que é ambientalmente sustentável e ainda que transforma a nossa saúde, tanto fisica como mentalmente não é nada difícil, caro ou desenxabido, deixo-vos a receita de panquecas veganas mais estupidamente simples que pode haver. Depois de testar receitas de muitos livros e ajustar aqui e ali, finalmente cheguei a uma que me satisfaz pela sua simplicidade e sabor. Chamei-lhes Panquecas 1-2-3 porque levam apenas 3 ingredientes base, são precisos apenas 3 utensílios e estão prontas em 3 passos!

 

 

 

Panquecas 1-2-3

Rende 4 Panquecas

 

 

Ingredientes

 

1 1 cup (ou 1 chávena) de flocos de aveia (utilizo os sem glúten. descobre porquê aqui)

2 1 colher de sopa de sementes de linhaça

3 Bebida vegetal (usei de arroz) até cobrir a aveia

 

Utensílios

 

1 Copo medidor

2 Varinha mágica ou processador de alimentos

3 Frigideira anti-aderente

 

Passos

 

1 Junta todos os ingredientes no copo medidor. Começa por medir a aveia e junta por cima a linhaça. Adiciona o leite vegetal até as que cubra completamente e fique cerca de 1 cm acima dos ingredientes secos.

 

2 Tritura. Neste caso prefiro utilizar a varinha mágica porque desfaz melhor as sementes de linhaça que devem, sempre que possível, ser trituradas apenas na altura em que vão ser utilizadas para manterem as características nutricionais. Além disso evita-se usar o processador de alimentos, um trabalho sujo que ninguém merece! Nesta fase podes adicionar, opcionalmente, outros ingredientes como por exemplo, pepitas de cacau (utilizei as “Exótico!” da Iswari porque são adoçadas com açúcar de côco) envolvendo-as gentilmente na massa.

 

3 Cozinha a massa. Gosto de derreter uma colherzinha de óleo de côco antes de despejar a massa e entre cada panqueca. Deita cerca de 3 a 4 colheres de sopa de massa por panqueca. Estão prontas a virar quando as bordas começam a ficar tostadas, no centro surgem algumas bolhinhas e, ao agitar levemente a frigideira, a panqueca solta-se com facilidade.

 

Nota: Enquanto estão a cozinhar as panquecas a restante massa vai ficando mais espessa devido à linhaça (que actua como substituto dos ovos e dá liga à massa) por isso, caso aches necessário, podes ir juntando um pouco mais de bebida vegetal, mas pouco de cada vez!

 

E estão prontas a devorar! Se fores guloso, como eu, cubre as panquecas com xarope de ácer ou outro topping ao teu gosto. Se estás habituado à alimentação convencional, é normal que no início sintas a falta do açúcar refinado, que vicia as papilas gustativas e não só. Mas garanto que é apenas uma questão de tempo até que comeces não só a apreciar mas a preferir uma alimentação mais natural, em que os sabores dos alimentos começam a sobressair e a surpreender-te a cada garfada. Afinal, se eu consegui mudar, qualquer um consegue.

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