A Síndrome do Peter Pan: Eixo Caranguejo – Capricórnio

Por Sara

Quem acompanha o Vikāsa sabe que eu falo muito sobre alimentação. Se seguem com atenção, terão reparado que, ultimamente, o meu discurso mudou um pouco.

Para quem não me conhece, ou em jeito de resumo-super-resumido, aqui fica: durante a maioria da minha vida tive uma alimentação completamente infantilizada, à base de bolos, cereais, lacticínios, carne e muito açúcar. De peixe, fruta e vegetais queria distância.

O meu retorno de Saturno, aos 29 anos, trouxe-me uma nova consciência alimentar e fiz alterações radicais: deixei de comer glúten, lacticínios, açúcar e carne.

Algum tempo depois tornei-me vegana o que veio acrescentar ainda mais restrições ao meu regime alimentar já bastante severo.

Este artigo não é sobre veganismo mas, como poderão ler AQUI, em meados de Sol em Touro, deixei de ser vegan. Após quase 2 anos de uma alimentação pura e que me enchia as medidas, comecei a sentir que já chegava de servir de “mártir” e negar-me a tudo o que antes me dava prazer, quando a maioria da população não se importa minimamente com as causas pelas quais eu lutava. Estava farta da severidade que me tinha auto imposto, sentia um peso saturnino sobre os meus ombros, e mandei tudo ao ar.

 

CARANGUEJO – CAPRICÓRNIO

 

Hoje vi uma manchete que era algo como “os perigos da alimentação vegana para crianças” – uma crítica à alimentação infantil vegetariana restrita. Todos os alarmes do eixo caranguejo-capricórnio dispararam na minha cabeça!

Uma Crítica (capricórnio) à alimentação (caranguejo) infantil (caranguejo) vegetariana restrita (capricórnio).

Achei por bem falar um pouco sobre isto pois hoje o dia presta-se especialmente a esta temática, sendo dia de lua nova com eclipse solar em caranguejo. Ora eu sou capricorniana e tenho vindo a sentir fortemente os efeitos deste portal que se abre agora e que culminará no eclipse da lua cheia em capricórnio, no dia 16 de julho.

Dei por mim a pensar sobre os meus comportamentos nos últimos tempos. Sobre o excesso de sensibilidade, melancolia, vitimização, apetite por açúcar, bolos, fast food e, pasmem, manteiga – todo o tipo de comidas infantis, “pré-mastigadas”, com o gostinho da minha infância, com o leite “materno” (eu sei que não sou um bezerro, ok?) de que eu sentia falta. Comi de tudo, que se lixe o glúten e o resto! Tirei a barriga da miséria, literalmente: ganhei peso, encolhi os ombros, dei outra dentada num croissant recheado com manteiga e compota, como a minha avozinha me fazia em miúda.

 

O princípio do ritmo

“Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem as suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação”

O Caibalion

 

A vida tem movimento, como um pêndulo que oscila entre um lado e o outro. Um polo rapidamente se transforma no outro, como já vimos AQUI.

Tenho estado a falar até agora das manifestações de energia mais baixas dos signos de caranguejo (câncer) e capricórnio, um eixo dos elementos água e terra, respectivamente. Se a água nos fala de nutrição, a terra fala-nos em fertilidade. Uma precisa da outra para existir e ambas são a mesma coisa.

Estes arquétipos são energias cardinais absolutamente essenciais e indispensáveis à nossa sobrevivência – estamos a falar da mãe que nos alimenta (caranguejo) e do pai que nos ajuda a estabelecer no mundo (capricórnio). Na sua potência mais elevada, ambos falam da capacidade de nos nutrirmos e nos protegermos de forma autossuficiente.

Comer em demasia é procurar no alimento o preenchimento do vazio que temos por dentro. Esse alimento poderia ser substituído por amor e cuidados, não dados pelo outro mas por nós próprios.

É com a experimentação e auto-observação que percebermos que amarmo-nos é sabermos dizer “Não” à nossa criança interior em vez de lhe darmos o mimo todo quando quer, ao mesmo tempo que dizemos ao nosso velho ancião que deve deixar a criança que em si habita vir à rua brincar com mais frequência.

Para crescer precisamos estar bem alimentados e nutridos, emocionalmente. Precisamos curar o nosso passado, para podermos avançar em segurança e com determinação em direcção ao nosso futuro. Que este alinhamento cósmico te ajude, como tem ajudado a mim, a encontrar o equilíbrio, e te permita ser brando contigo e com o outro porque, de uma forma ou de outra, todos passamos pelo mesmo.

6 comentários
  • Patricia Zen
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    A carapuça serve-me assim um bocadinho…. ahah Como caranguejola que sou cá estou eu a querer mimar a minha criança… mas nem sempre com a disciplina necessária que tu referes. E mais uma vez batemos na tecla do equilibrio… Nem tanto assim, nem tanto assado mas um bocadinho dos dois. Revejo-me tanto! Gostei muito de te ler. Obrigada!

    • Sara
      Responder

      A astrologia, e o Caibalion, for that matter, ajudam-me muito a perceber estas simbologias aparentemente “ocultas” mas que estão tão presentes em nós e no que nos rodeia. Obrigada pelo teu apoio, hoje e sempre 🙂 Bjs

  • Joana Silva
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    Que texto maravilhoso! Aprendo tanto contigo, relacionar o que se passa no céu com o que se passa comigo, e é tão bom isso. Ajuda a integrar melhor as aprendizagens é mesmo até, por vezes, a compreender melhor o que a minha intuição me diz. Obrigada por este excelente artigo. Adoro ler-te!

    • Sara
      Responder

      Obrigada, Joana, ainda bem que te ajuda! Eu limito-me a contar o que se passa comigo e as observações que vou fazendo, confesso que ainda não descobri forma melhor porque não posso falar do que desconheço! Obrigada por me leres sempre 😉 Bjs

  • Flávia Lopes
    Responder

    Que artigo top querida amiga ! De uma qualidade soberba em termos de escrita e tão real e honesto quanto tu ! Well done babe

    • Sara
      Responder

      Obrigada querida Flávia, fico muito contente que tenhas gostado! 🙂 Honestidade is my middle name, o meu mapa astral não deixa ser diferente eheheh Beijos grandes

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